segunda-feira, 26 de outubro de 2015

POLÍTICA CULTURAL: LOCAL, REGIONAL, SETORIAL E TERRITORIAL


A elaboração e implantação de políticas públicas de cultura dos últimos anos do Brasil provocou um grande impacto nas esferas governamentais, intencionando estas a se organizarem para a institucionalização da cultura como fator para o desenvolvimento econômico e sócio-cultural local, regional e nacional. Para Barbalho (2013), uma política cultural procura fortalecer a produção, a difusão e o consumo cultural, corrigindo distorções e resolvendo problemas a partir das metas definidas.
O Plano Nacional de Cultura prevê que os Estados em seus planos territoriais possuam um diagnóstico da cultura com objetivos, estratégias, metas e ações que direcionem as políticas culturais de acordo com as especificidades da região. O Ceará, por exemplo, vem investindo nos últimos anos maciçamente no mercado de bens simbólicos e privilegiando a indústria do lazer e entretenimento, intensificando assim a  economia da cultura como uma cadeia produtiva a ser estimulada no empreendedorismo cultural. Assim, muitas são ações de difusão, conhecimento e produção dentro dos diversos setores culturais elencados pelo MinC, merecendo destaque a música,, artesanato, cultura popular, arquitetura e dança. Os projetos são selecionados a partir de editais dentro de programas próprios da Secult-Ce ou Lei de Incentivo Fiscal.
No que diz respeito à política cultural da região do Cariri, dentro de suas  especificidades, observa-se nitidamente a força da cultura popular expressada pelos movimentos religiosos que abrem um leque de linguagens artísticas e expressões culturais, sempre discutidas no âmbito do poder público dos municípios da região, principalmente em Crato, Juazeiro e Barbalha, que são palco constante dos debates setoriais para o fortalecimento destes  setores e desenvolvimento de toda a região.

Neste mesmo viés, os municípios precisam discutir e elaborar seus planos locais, procurando agregar os valores locais aos regionais numa rede de difusão do potencial cultural de cada comunidade. Particularmente, no meu município, não visualizo nenhuma plano de ação voltado para a cultura local. A iniciativa isolada ao poder público de alguns artistas é o que se configura como expressão local. Falta aos gestores culturais justamente uma formação adequada à tarefa de se formular, implementar e reorientar políticas culturais locais embasadas pelo poder público na democratização deste   direito assegurado por Lei. O sucesso de políticas culturais seja qual for a instância, depende do envolvimento de todos os entes federados e principalmente da sociedade organizada que além de exigir esse direito é peça fundamental na difusão  consumo e assimilação dos bens culturais. 

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